Hoje, dia 7 de Janeiro de 2010, fui à minha primeira consulta na obstetra. Estava um pouco nervosa, no entanto, o meu medo inicial foi-se dissipando à medida que fui conhecendo a minha obstetra Simpática e profissional, foi sempre muito atenciosa e, essencialmente, deu-me uma alegria indescritível ao apresentar-me o meu bebé. Um feto ainda muito pequenino, porque ainda estou de 7 semanas, mas o meu bebé... Quando vi o seu coração a bater aceleradamente fiquei muito emocionada. Foi o meu primeiro contacto visual com a minha sementinha... O Dalmo apesar de me ter acompanhado à consulta não viu o nosso filhote, porque pensámos que a médica me ia fazer somente o Papa Nicolau... Terá, com toda a certeza, outras oportunidades, mas ficou um pouco desapontado, porque queria muito ver o bebé já.
Não sei se me precipitei mas já comprei alguma roupinha para o bebé. Como não sei qual o seu sexo, comprei roupa em tons adequados tanto para menino como para menina. Comprei também um livro: Concepção, gravidez e parto, com informações bastante importantes acerca da maternidade, que, diga-se de passagem, já devorei, ansiosa por filtrar todas as informações mais relevantes.
Dizem que temos três grandes objectivos na vida: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Os primeiros dois já concretizei, mas o último é, sem sombra de dúvida, o que almejava mais fortemente... Nem acredito que se está a concretizar! Ser mãe é uma dádiva e a minha vida não faria sentido se não experienciasse a maternidade, nem que fosse através da adopção... Contudo, apesar da adopção ter toda a validade do mundo, realmente não há nada como gerar um bebé no nosso ventre. A minha vaidade transformou-se. Nunca cultivei o corpo como se de um templo se tratasse, em termos de vaidade. Agora o meu corpo é um templo, mas que abriga e protege o meu bebé, por isso não importo nada de ver a minha cintura a alargar-se... Pelo contrário, fico imensamente grata por todas as transformações pelas quais o meu corpo passa, já que estas são um sinal inequívoco de que há uma pequeno coração a pulsar dentro de mim!
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