terça-feira, 11 de maio de 2010
Complicações ultrapassadas!
No dia 27 de Abril senti um cansaço excessivo e não consegui ir trabalhar. Já há umas três semanas que me estava a sentir bem mais fraca e cansada, mas não me preocupei muito, porque achei que tal se devia, exclusivamente, à gravidez, no entanto no dia seguinte fui à papelaria e senti-me muito mal. Consegui recuperar e fui para casa dos meus pais. Tinha a tensão a 6-9 e as pulsações a 100. Fiquei assustada e fui, no mesmo, dia à médica de família. A minha médica, que é excelente, diga-se de passagem, disse-me que a anemia se havia agravado e que não deveria fazer tantos quilómetros diariamente. Aconselhou-me muito repouso e melhor alimentação. Fiquei muito assustada, sobretudo por causa do Martim, mas ela esteve a ouvir a actividade placentária e parecia estar tudo bem... Deu-me uma baixa de 15 dias, já que no dia seguinte iria à obstetra e ela, como especialista, dar-me-ia baixa por gravidez de risco. Assim aconteceu. Receitou-me um suplemento de ferro - intragável - e deu-me os mesmos conselhos que a médica de família. Sabia que teria que resignar-me, o Martim estava em primeiro lugar, mas fiquei triste, sobretudo por causa da minha turma da noite. Estávamos a preparar um evento a apresentar na escola com peça de teatro, cantores (incluindo o Tato), mágico, dançarinos de Hip Hop... Apoiei e incentivei, desde sempre, a turma a envolver-se num projecto desta envergadura e, subitamente, não poderia ir com eles até ao fim. Estive a preparar, em casa, algumas coisas que faltavam fazer, de forma a compensar a turma, mas não é a mesma coisa... Sinto que abandonei o barco, ainda que não por vontade própria. Ontem fui à escola de forma a apoiá-los mas só deverei ir novamente no dia do evento, porque a viagem me fez muito mal. Novamente aquele cansaço... Entretanto, tenho comprado algumas coisas para o Martim, sempre nos outlets, porque se compra material de óptima qualidade a um bom preço. Os meus pais já lhe deram imensas coisas e a minha madrinha também. Ela está tão maternal comigo que me dá medo... Medo que esteja prestes a acontecer-lhe algo de mau... Ela sempre foi o máximo comigo, sempre disse que se fosse eu a escolher os meus padrinhos não os escolheria melhor, mas ela agora está muito, muito ternurenta. Dá-me medo de a perder, porque ela é uma das pessoas de quem mais gosto e admiro! Estar grávida deixa-me realmente muito sensível. Cada vez tenho mais medo de tudo, sobretudo em relação ao Martim, mas sei que é tudo medo de mãe. Quando o vir nos meus braços... Na verdade, não vejo a hora disso acontecer...
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